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domingo, 6 de maio de 2012

Virada Cultural 2012, Poucos sabem aproveitar

Uma morte por overdose, dois baleados, Furtos, Roubos,Brigas entre Gangues, Bebidas falsificadas e adulteradas. A virada Cultural de 2012 realizada neste fim de semana, dias 5 e 6 de Maio foi como todas as outras, A culpa destes infelizes acontecimentos não são da PM ou da organização do evento e sim de milhões de pessoas que não sabem se divertir com cultura, alguns passam dos limites e outros nem chegam a ver ou se incomodar com estes problemas pois estão compenetrados em aproveitar as atrações. Assim como toda festa popular, cultural e super lotada, A Virada Cultural também tem seus delitos e acontecimentos ruins, Muitos meios de comunicação preferem dar voz as atrocidades acontecidas neste grande evento a mostrar grandes apresentações musicais ou exposições de arte. Quando um grande volume de pessoas se aglomera em um só evento estes acontecimentos negativos se propagam mais do que em diversas festas na mesma cidade, Todo fim de semana na capital de São Paulo existem overdoses, pessoas baleadas, menores embriagados, brigas entre Skin Heads e Punks, porém se isso acontece em um só evento aí a segurança é discutida. O grande problema não está na segurança proposta pela Polícia Militar ou pelas autoridades do evento e sim na educação das pessoas em se postar diante da cultura e o entretenimento, enquanto muitos vão lá para usufruir da cultura gratuita em mais de 12 horas de atrações alguns vão com outros objetivos que podem ser roubar, furtar, brigar e fazer mil coisas que não seja a principal que é adquirir Cultura e conhecimento.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Honestidade no Jornalismo

A função de um jornalista é informar a sociedade, com argumentos plausíveis e redundantes para o melhor entendimento do seu cliente principal, o cidadão. A leitura é uma das principais ferramentas para o enriquecimento cultural de um profissional jornalístico. História, ciência, atualidades e diversas outras coisas ao qual o jornalista precisa estar sempre “antenado”, para que sua bagagem cultural seja rica e diversificada, este profissional necessita saber um pouco de tudo, e mesmo assim sempre buscar saber, ser curioso, querer aprender e se dedicar a desafios e projetos ao qual lhe é submetido. Na página 76 do livro de Clóvis Rossi, “O que é Jornalismo”, da Editora Brasiliense, coleção Primeiros Passos, é citada a honestidade no fazer jornalístico. Falando sobre problemas freqüentes da profissão, onde geralmente o jornalista “se vende”, ou para cumprir ordens, ou para publicar ou deixar de publicar uma determinada noticia. E o trecho diz que é necessário lutar como qualquer outra classe trabalhista para que os salários que baixos, sejam reajustados para que essa prática freqüente acabe. Este trecho também argumenta sobre o fato de um jornalista despreparado, ou mal instruído pode vir a publicar noticias ou matérias levianas e “compradas”. Conforme o jornalista Bernardo Kucinski falou no congresso de jornalistas realizado em São Paulo em 1979. O Jornalista escreve para a sociedade e não o seu empregador, pela voz de um de seus personagens Balzac dizia assim dos jornalistas: Vendedores de frases.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Todo dia é dia da Mulher


Eu e minha mãe no meu aniversário de 2 anos


Quero desejar a vocês os Parabéns todos os dias, Não só no dia de hoje que é uma data comercial. Todo dia é dia da Mulher, Pois ela que Gera, Alimenta, Dá carinho, escuta, fala, ama e cuida de todos nós.
Amo todas as mulheres do Mundo !!!
Mando beijos especiais para a minha mãe, Todas as minha irmãs e as demais mulheres que participaram de alguma forma da minha vida.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Protesto de um Mártir




No dia 11 de Junho de 1963, Thích Quảng Đức um monge vietnamita, morreu ardendo em fogo numa rua em Saigão (Ho Chi Minh), protestando pela perseguição dos monges budistas no Vietnam do Sul pelo governo de Ngô Đình Diệm. Ele com 66 anos sentou-se no centro de Saigão, onde foi regado com gasolina e depois ateado fogo. Permaneceu imóvel e calado durante todo o processo da combustão seguindo a sua ideologia Budista.
Após este caso de Dúc muitos outros Monges seguiram o mesmo ato que levou ao enfraquecimento do Governo de Diêm e a sua política de intolerância Religiosa, onde culminou no golpe militar e levou a morte do Tirano.
Após Thích Quảng Đức morrer por imolação e depois ser cremado seu coração permaneceu intacto e isso levou ele a se tornar o grande mártir da Guerra.
Esta foto de Malcolm Browne ganhou o Prêmio Pulitzer e também foi considerada a foto do ano da World Press photo e posteriormente foi utilizada em 1992 na capa do primeiros disco da Banda Rage Against the Machine que tem forte apelo nos protestos políticos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Heineken quer levantar Kaiser no mercado Brasileiro




Navegando pelo Twitter eu vi um post da Priscila Lemes* onde ela perguntava se concordávamos com a Presidente da cervejaria Kaiser onde ela dizia que brasileiro bebe qualquer tipo de cerveja desde que esteja gelada. Realmente nós brasileiros apreciamos cerveja estupidamente gelada, mas não sejamos estúpidos como a presidenta da Kaiser achando que cerveja é tudo igual, afinal gostamos de cerveja gelada pelo nosso calor e também para amenizar o gosto ruim delas, pois uma boa cerveja artesanal ou importada tomamos até em uma temperatura mais elevada que a estupidamente gelada.

A Heineken vai tentar levantar a Kaiser com parte de sua verba para Marketing e pode até surtir algum efeito, mas vai ser extremamente difícil chegar aos tempos de glória como em 1999 que a Kaiser era a segunda colocada no ranking das mais vendidas no Brasil com 26,2% e só perdia para a Brahma que tinha 34,25 das vendas e com a Antarctica em terceira colocada com 19,5% da preferência nacional. Após a fusão da Brahma e Antarctica quando criaram a AMBEV a Kaiser só perdeu o mercado e hoje além de ser mal vista pelas pessoas ainda ocupa apenas 4% do mercado nacional de consumidores de cerveja.

A ideia da Heineken é investir em Marketing com a própria verba de sua cerveja que atualmente é cerca de 9,5% no País. A Heineken já levantou marcas como a portuguesa Sagres, a italiana Birra Moretti e a australiana Foster’s. Todas fazem parte do portfólio global da companhia, terceira maior fabricante mundial.

A cerveja Kaiser deve ser relançada com seu valor 10% abaixo das demais marcas comerciais mais famosas do mercado e sonha em voltar a ser uma das cervejas mais consumidas no Brasil assim como era na década de 80 e até o final dos anos 90, resta saber se a propaganda vai ser tão boa quanto o gosto atual da sua marca.









* Amiga Jornalista de Ribeirão Preto, Twitter: https://twitter.com/#!/PriscilaLemes7

Matéria mencionada: http://economia.estadao.com.br/noticias/neg%C3%B3cios,heineken-tenta-ressuscitar-a-kaiser,93569,0.htm

Imparcialidade Inexistente




Os meios de comunicação vivem recebendo críticas sobre a imparcialidade em suas publicações, porém é possível fazer comunicação com imparcialidade? Desde a faculdade escuto opiniões que dizem que sim e outras que não. mas como falar com imparcialidade se cada pessoa tem sua opinião e cada um luta por um ideal?
A questão não é um jornal ser imparcial ou não, se trata dele deixar bem definida qual é sua posição perante os fatos e não camuflar as verdades ou as mentiras através de suas matérias.

Já quando o assunto é sobre os meios de comunicação que pertencem aos políticos aí que fica bem mais complicado, pois além de ser falta de ética é a mais pura alienação e manipulação da massa com matérias contra a oposição e a falta de matérias dizendo sobre seus atos ilícitos ou no mínimo suspeitos.

Não vou entrar no assunto e exemplos que temos em nossa cidade para não gerar polêmica ou desviar o verdadeiro assunto que importa, o de que a luta deste exemplar é o bem desta cidade e as pessoas que nela vivem tenham uma opção de informação e de boa leitura, com humor e responsabilidade.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Uma Argentina chamada Natália

No início deste século XXI me lembro que fui dois verões seguidos passar férias com meus avós paternos em Balneário Camburiu que é uma linda cidade do litoral de Santa Catarina, Sul do Brasil. Na virada de 2001 para o ano 2002 passei com meus avós, tios e com a minha mãe naquela bela praia, estourando Champagne e tomando só um pouco porque afinal estava com a família e ainda tinha 17 anos.
Um garoto de 17 anos sofre muito nesta época específica da vida, é muito complicado pois ainda não somos maiores de idade e também não somos mais crianças. as meninas da nossa idade já podem entrar nas baladas e nós não, as meninas tem corpo de mulher enquanto nós ou somos magrelos sem barba ou somos gordinhos suados e Nerd´s.
Nestas férias de Verão estava somente eu da minha idade e a família, então fiz passeios com a minha mãe nas praias, oque não deixou de ser muito legal e prazeroso, porém faltava um parceiro ou uma galera da minha idade para jogar bola, dar uns rolês pelo calçadão e até beber umas cervejas em lugares que liberassem para menores de idade com espinhas na cara. Mas assim passei uns 7 ou 8 dias lá. No penúltimo dia que estava lá encontrei no elevador um gordinho Roqueiro no elevador e acabei fazendo amizade com ele falando sobre bandas e coisas sobre músicas da época, foi aí que combinamos de dar um rolê mais tarde no centro de Balneário e ver as minas que ambos concordamos serem as mais gatas do Brasil.
Falei com a minha mãe que iria de tarde dar uma volta no calçadão com o cara que nem lembro o nome, mas como minha mãe sempre foi de boa e estava acostumada de sempre eu dar uns rolês na praia sozinho ela falou que tudo bem mas pediu para eu aproveitar e levar uns rolos de filmes para revelar no centro (pois é, ainda não era todos que tinham câmeras digitais e as que existiam eram ruins ou caras) e fui com o cara que vamos chamar de Renato, acho que esse era o nome dele.
Sai umas 4 da tarde e fui com ele levar as fotos para pegar só no dia seguinte já que tinha muitas pessoas revelando fotos na época. Saímos dali e começou uma chuva muito forte e todos nas ruas saíram correndo e a maioria entrou no Shopping, na hora que entramos os seguranças fecharam as portas, pois estava chovendo muito mesmo, só que ao ficar ali parados e totalmente molhados e sem previsão de passar a chuva eu aconselhei a ele que poderíamos sair na chuva e já era, ele concordou e fomos.
Enquanto Andávamos na chuva de boa, todos estavam correndo ou se abrigando embaixo de qualquer toldo. As pessoas olhavam aqueles dois idiotas adolescentes com camisa de rock molhados e de boa e nem entendiam nada, aí eu tive mais uma ideia idiota porém legal de andar na praia enquanto chovia, (todos sabem que não se pode andar na praia com chuvas fortes devido aos raios) e lá fomos nós andar na praia, saímos do centro e dois quarterões a frente estava a Avenida Atlântida, a beira mar de Balneário. andamos no calçadão e fomos na areia, corremos um pouco e decidimos sair devido aos raios e a ausência de pessoas ali.
Quando fomos para o calçadão a chuva deu uma afinada e estávamos ensopados e pisando em poças e andando tranquilamente, foi quando vi duas meninas um pouco a nossa frente na mesma onda, ensopadas, chutando poças e ainda estavam de guarda chuva que obviamente não adiantou de nada, neste momento um olhou para o outro e com um sinal de olhar eu indiquei para ele que teríamos que chegar para conversar com aquelas doidas iguais a gente.
Cheguei e falei um "oi" normal e escutei um "olá" em Casteliano, era mais uma Argentina naquela cidade que entupia de Argentinos naquela época devido a sua moeda estar valorizada, mas não vamos entrar neste assunto, ainda mais no melhor momento da história.
Uma era loira, magrinha, com sardas no rosto e mais acanhada, ela se chamava Angelita, A outra era a a razão de eu lembrar em detalhes este dia, a razão de eu escrever isto depois de mais de 10 anos do acontecido, a razão de eu escutar uma música e me lembrar dela em detalhes até hoje.
Era a Natália, ela estava com seu cabelo preto que vinha até na altura dos ombros preso em um rabo de cavalo todo molhado e uma faixa no cabelo onde ainda com alguns fios soltos em seu lindo rosto simétrico. Natália vestia um vestido Branco e com flores que molhado colava em seu lindo corpo bronzeado.
Eu e Renato acompanhamos as duas garotas que foram super receptivas conosco e ficamos conversando em frente ao prédio que elas estavam hospedadas e nem demos conta que já tinha parado de chover, ficamos ali conversando os quatro e Renato que dizia que sabia espanhol emendava um portunhol pior que o meu ou o Português das meninas, de certo era que o Portunhol dele era melhor que seu português, ele pelo que me disse não ia muito bem nas aulas de espanhol e nem nas outras aulas pelo jeito.
Quando as meninas disseram que teriam que subir pois os Pais de Natália estavam a sua espera para Jantar já estava anoitecendo e em um impulso eu as convidei para dar uma volta mais a noite no centro para podermos conversar mais, sabia que aquele poderia ser o momento entre nunca mais vê-la ou a chance de poder sentir seu cheiro e passar mais uns minutos ao seu lado, elas concordaram, Natália era a mais animada, Angelita era mais séria e não queria problema com os pais de Natália pois havia vindo na responsabilidade deles. Combinamos as oito da noite, era muito gostoso ouvir o sotaque dela e também ficar ali tentando se comunicar em uma língua que apesar de não ser muito difícil nos confundia bastante.
Nos despedimos delas, pegamos o número do Apartamento e fomos para nosso prédio eu e o Renato. No caminho já fui falando sobre o quanto havia curtido a Natália e ele me disse que havia curtido a Angelita então estávamos na boa quanto a isso. Chegando lá combinamos de nos encontrar meia hora antes no saguão e já íamos ver as meninas argentinas que nos encantaram.
Sete e meia já estávamos indo de encontro com elas e percebemos que não sabíamos a rua do apartamento delas e como lá as ruas são por números a partir do centro então eu tinha uma noção que eram umas 3 ou 4 ruas depois, rodamos em 3 ruas e achamos, chegamos lá faltando 10 minutos para o horário combinado. Tocamos o interfone e nada, ficamos na dúvida do número do apartamento, mas era o certo. Esperamos uns minutos e tocamos de novo, esperamos mais e tocamos de novo e nada e nisso já eram umas 20:10 e então chamamos o porteiro que já estava dormindo, ele tocou lá e falou que não havia ninguém mesmo e que elas tinham saído com os pais a cerca de meia hora. Ficamos chateados e resolvemos não esperar, vai saber quanto tempo iriam demorar, então decidimos ir dar uma volta no centro que de noite tinha muita gente entre o calçadão e a praia.
Rodamos horas por lá, tomamos umas cervejas, nada de mais, umas duas ou três cada, nem tínhamos dinheiro para mais também. Conversamos com umas paraguaias que não eram bonitas, tomamos fora de Catarinenses da nossa idade mais com 10 centímetros a mais que nós e que também estavam dando bola para os caras com carros e com Motos, falei que essa idade é complicado? Mas mesmo rodando por lá eu ainda não tirava aquela argentina da minha cabeça, mas mesmo assim tentava curtir o meu último dia na praia.
Depois de andar muito, tomar muito toco e acabar o dinheiro com algumas cervejas e nem ficar bêbado resolvemos ir embora pouco depois da meia noite. Ao passar pela ruas das argentinas resolvi ir lá tocar o interfone, Renato tentou me impedir sem exito, eu estava convicto que iria ver aquela bela morena mais uma vez. Chegando lá o porteiro dormindo e eu toquei o interfone e Natália atendeu assustada e sussurrando pois seus pais estavam dormindo e quando disse que era eu, ela exclamou com uma voz doce e alegre: Juan Pabloooo, sim, ela me chamava assim pois era mais fácil.
Elas pediram uns minutos para se arrumar e iriam descer, enquanto eu falava ao Renato que eu estava certo em ir lá chamar elas e que tinha dado certo e tudo mais surgiu elas no saguão, Angelita de calça e camiseta normal, ela não se arrumava igual Natália que estava de vestido preto com uma faixa vermelha no cabelo que desta vez não estava preso e nem molhado. Elas então nos disseram que na hora que combinamos de passar lá os pais dela resolveram sair para comer e por isso havíamos nos desencontrado e como nem tínhamos celular nesta época nem tinha como avisar, e mesmo se tivesse não sabíamos se elas tinham ou não e se tivessem também iria ser um número da argentina.
Ficamos conversando horas e horas e deixamos o Renato conversando com a Angelita e eu fiquei ali somente com a Natália e toda vez que olhávamos em direção dos dois eles estavam quietos e olhando para nós, nem ligávamos e continuávamos a nossa conversa de um tentando entender o outro e estava muito bom assim, foi quando o pai dela desceu a chamou e ela voltou me dando a notícia que ela iria embora em algumas horas e teria que arrumar a mala e ir embora, pois é, não sabíamos, mas elas iam naquela madrugada embora.
Foi então que percebi que eram os últimos minutos com ela, mesmo ela ficando lá pouco mais de uma hora depois que o pai dela a chamou. Aí começou o maior xaveco que já dei em uma menina que também estava afim de mim, vocês devem se perguntar por que tive que xavecar tanto se ela também estava afim né? pois é, aí que está a parte ruim, ela me disse que tinha um "novio" na argentina e eu que na época não sabia nada de Espanhol achei que "novio" significava noivo, mas na verdade era namorado, mas mesmo assim para mim não iria mudar. Lancei todos os papos existentes no meu vocabulário de xavecos que nem eram tantos assim e ela me dizia que ele não iria saber, mas que ela saberia da traição e isto bastaria para deixa-la mal, depois de falar até que iria para Santa Fé (a província que ela disse que morava) e que ia acha-la e de ter falado tudo que naquele momento sentia por ela naquela paixão de verão que achamos que é amor ela não sedia nada, quando do nada ela me falando que precisava ir acabamos nos beijando, lembro como se fosse a minutos atrás daquela boca macia e de tocar sua pele e abraça-la como se fosse minha "novia". Passamos mais uns dez ou vinte ou meia hora ali nos beijando, nem tenho noção de tempo quando ela precisou subir mesmo ao pedido do porteiro pois seu pai já havia pedido pela quinta ou sexta vez seguida e o porteiro em um gesto de camaradagem só avisou na última, ele deve ter se colocado na minha pele e dado esta força.
Me despedi de Natália sabendo que nunca mais iria vê-la e que mesmo assim eu estava bem pois havia beijado aquela menina que tanto me encantou desde que a conheci e me encanta nos pensamentos até hoje.
Elas então subiram e contei ao porteiro e o agradeci pela força e fomos embora felizes da vida, é o Renato também beijou a Angelita, aliás ele me disse que na hora que consegui beijar a Natália ele se virou para a Angelita e apenas fez o movimento com a cabeça perguntando se ela também queria e ela sem falar nada o beijou também enquanto eu fiquei horas no xaveco. No final da rua ainda não satisfeito falei que iria deixar um bilhete para ela, o Renato mais uma vez tentou me impedir sem exito novamente. Nisso um garçom de um bar saiu pela porta do fundo de um bar para jogar o lixo e pedi uma caneta e um papel a ele, ele perguntou porque eu queria e contei, além de me emprestar ele ajudou a escrever me falando algumas palavras em espanhol já que ele era casado com uma argentina, escrevi o bilhete e voltei ao prédio e o porteiro abismado e não acreditando deu risada e me falou que eles já iam sair e estavam na garagem do prédio, eu então esperei o carro sair e tentar entregar o bilhete.
Quando seu pai saiu da garagem e ela me viu ela falou meu nome e o pai dela sabendo que nós havíamos atrasado sua partida saiu em disparada, mais uma vez disse a Renato que iria esperar na avenida pois a rua era mão única e o pai dela teria que dar a volta para pegar a estrada, Desta vez Renato nem tentou me deter e entrou na onde de entregar o bilhete. Na hora que o carro fez a volta o pai dela nos viu na esquina e passou pela gente e pude ver ela sorrindo e o pai dela com cara de bravo, não me intimidei e fui atrás na esperança dele parar no sinal (ou sinaleira, como diz lá) e ele não parou e foi embora com todos os sinais verdes e eu a vi pela última vez acenando e sorrindo.
E aquele bilhete que eu escrevi foi por muitos anos a única recordação física daquela argentina que me deixou tão apaixonado em um só dia, não sei se pelo fato de ser o último dia na praia de Balneário, por ser a primeira estrangeira que eu beijei, por ser uma linda garota que conheci na chuva, por ser uma namorada de um argentino corno ou por ser simplesmente "a garota", mas oque importa é que sempre me lembro dela como um dia bom, umas férias legais e uma época muito boa em minha vida que foi o início da minha fase adulta.
No dia seguinte eu e minha mãe decidimos ir embora pois ela já estava cansada de praia e eu também sabia que Natália havia ido embora, agora fui a viagem toda pensando nela e como estava ouvindo o Cd do U2, ALL THAT YOU CAN´T LEAVE BEHIND, sempre me lembro dela ouvindo as músicas deste Cd e uma em especial é a In a Little While, especialmente a parte que ele fala "Spanish Eyes", e nem sabia a tradução, mas depois de um tempo vi a tradução até que tinha um sentido na minha história com a dela.
O bilhete joguei fora, mesmo depois de muitos anos guarda-lo, o Cd ainda tenho, mas escuto mais as músicas dele no computador, namoradas e mulheres especiais ou não já se passaram muitas depois dela, mas a beleza e o encanto de Natália eu nunca tive e tenho a certeza que nunca terei, pois cada mulher tem seu encanto e nenhuma será igual a ela.